Magic Talking Looking-Glass
Monday, April 30, 2007
 
Porque vovô brincava de cantar pra mim

Et j'ai crie, crie, Aline, pour qu'elle revienne
Et j'ai pleure, pleure, oh! j'avais trop de peine

Christophe. Aline.
 
Saturday, April 28, 2007
 
peruice

às vezes eu reclamo, mas no fundo toda mulher é igual. tá se sentindo uma baranga? o roteiro é: compre sapato (de preferência uma sandália alta de fechar o quarteirão) e vá na manicure (pinte as unhas de vermelho ruby, se elas forem bonitas). só isso já custa uns 160 paus (e é pq eu não dou escova em cabelo etc). se o negócio estiver muito ruim mesmo, planeje todas as aulas que você suportará na academia na semana seguinte. arrume o guarda-roupa (pelo menos isso é de graça e você sempre encontra uma roupinha mais ou menos esquecida que vale a pena). use todos os cremes do seu armário, tudo de uma vez só. e durma. durma muito. perua que é perua tem sempre a cara descansada. no fim das contas, se tudo falhar, se arrume todinha e encha a cara de vinho à noite: pelo menos o álcool sabe tomar o lugar de um bom elogio.
 
Friday, April 27, 2007
 
ando especialmente irritada com essas operadoras de telemarketing. sério. como é que essas empresas não percebem que insistir - apesar dos veementes protestos do outro lado da linha - para que você pague um quinto cartão de crédito é dar tiro no pé? eu fujo do credicard só de abuso do telemarketing. fujo da telemar. fujo de todo tipo de serviço que se ache no direito de ligar pra minha casinha e botar uma mulher com voz de gata de rua no cio para ignorar o meu "não, obrigada, não me interessa".
 
Thursday, April 26, 2007
 
Quer ser um colaborador da revista Vacatussa? Então manda um texto até o dia 31 de maio para o nosso e-mail (contato@vacatussa.com). Não há tema específico, pode escrever sobre o que quiser. As únicas exigências são:

a) que ele seja bom;
b) seja inédito;
c) e não passe o limite de 400 palavras;

O tempo está correndo!

www.vacatussa.com
 
Monday, April 23, 2007
 
"Celeste não conhecia seu marido de todo. Não o tendo amado em solteira, tendo-o aceito e recebido por esposo, mais pelo receio de não encontrar outro com a brevidade desejada, do que pela sua própria fortuna ou pelo conhecimento que de suas qualidades tivesse, dedicara-lhe somente a estima e amizade... esse reconhecimento de quem se vê satisfeito por lhe terem feito a vontade, Cavalcanti para ela era simplesmente um marido, isto é, o homem a quem tinha ligado a sua existência para garantia de seu futuro e para alívio de sua curiosidade feminina; mas não fora, nem era o marido, o esposo, isto é, o companheiro da sua vida, o escolhido do seu coração, o complemento da sua alma, o eu do seu eu, a realidade dos seus sonhos, finalmente a carne da sua carne, na frase pitoresco e expressiva do livro dos judeus."

Carneiro Vilela. A emparedada da rua Nova.
 
 
eu quero me esconder debaixo dessa sua saia

Martinho da Vila. Disritmia.
 
Friday, April 20, 2007
 
como uma música parada
sobre uma montanha em movimento

Chico Buarque. Dois Irmãos.
 
Thursday, April 19, 2007
 
Desculpa, mas é que eu fui pro show de Chico.

Fui, e ele cantou Futuros Amantes, As Vitrines e Mil Perdões.

Cantou até Morena de Angola, que eu adoro.

Eu só queria que ele não fosse assim sempre tão certinho. Como toda boa menina, eu adoro um gauche.
 
 
Hoje, um não-poema no www.vacatussa.com
 
Monday, April 16, 2007
 
Jusfilosofia

Trabalhava eu quando o representante da Reclamada me perguntou:

- Doutora, a senhora não acha que não adianta pedir nada a Maria, que ela não pode fazer nada por nós?

Eu paro pra ouvir:

- Maria?

- Sim, doutora, Maria morreu e não ressucitou, então não adianta a gente pedir nada pra ela não é mesmo?

Nessa hora eu comecei a achar que a Maria, morta, poderia ser a Reclamante, ou a advogada do processo, alguma parte naquela execução:

- Quem é Maria, a sócia do senhor?

- Não! Maria mãe de Jesus!! Veja bem: se só Jesus morreu e ressucitou no terceiro dia, não adianta a gente pedir nada a Maria, que ela está morta!

Eu já disse que adoro a Justiça do Trabalho?
 
 
don't try to fight the rising sea

Frank Sinatra. Wave.
 
Thursday, April 12, 2007
 
Pela primeira vez na vida eu consegui fazer uma aula de spinning inteirinha. E depois ainda tive gás pra fazer mais uma hora de balance.

Nem me reconheço mais.
 
Tuesday, April 10, 2007
 
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
I´ve gone identity mad!

Mika. Grace Kelly.
 
Monday, April 09, 2007
 
Eu por vezes exagero nas expressões inglesas. Na maior parte das vezes, é preguiça mental: se eu me esforçar por alguns segundos, é claro que conseguirei encontrar o equivalente em vernáculo a uma expressão banal qualquer. Mas a minha relação sentimental com a língua não permite. Então, quando eu estou muito à vontade (não faço isso na frente de qualquer um, claro), eu solto um phrasal verb ou um adjetivo qualquer em inglês porque é simplesmente assim que a palavra me chega, e eu não quero perder tempo caçando sua tradução.

Ultimamente, tenho pensado muito no "let go". Minha terapeuta diz que eu preciso aprender a let go. Eu preciso aprender a let go sob pena de enlouquecer. Mas let go, vejam bem, não é "deixar passar", não é nem mesmo "perdoar". Também não entendo let go como desistir, como resignar-se. Let go, convenhamos, é difícil pra cacete. Let go no sentido de não se ater a ressentimentos passados. Como deixar pra trás uma mágoa, uma cicatriz, como soltar o medo que acompanha uma lembrança ruim, como perdoar não no sentido corriqueiro (aqueles "não, tudo bem, eu entendo"), mas no sentido quase espiritual de fechar os olhos e aceitar?

Aceitar... talvez seja isso que let go quer dizer.

Alguém tem uma idéia melhor?
 
Saturday, April 07, 2007
 
Vacillation

Between extremities
Man runs his course
A brand, or flaming breath
Comes to destroy
All those antinomies
Of day and night;
The body calls it death,
The heart remorse.
But if these be right
What is joy?

W.B. Yeats.
 
Friday, April 06, 2007
 
Há uns meses Tomaz me deu de presente um cd com uma música nova de Beyonce: Sugamama. Eu fiquei enlouquecida com a música, dirigia escutando, dançava escutando, acordava de manhã e cantarolava o refrão. E ficamos esperando o clipe. Lembro de ter comentado com Tomaz que o clipe pra uma música assim teria que ser igualmente foda.

E o clipe saiu só agora.

E confesso que fiquei um pouquinho decepcionada.

Tá, ela rebola, dança, veste uma meia arrastão, encarna a stripper, se veste de homem, sobe em cima de um touro mecânico, isto é, esfrega na sua cara todos aqueles clichês beyonceanos que amamos.

Mas o tempo todo eu só pensava no quanto ela precisa emagrecer.

http://www.youtube.com/watch?v=riE0N0yJBgU
 
Tuesday, April 03, 2007
 
No pain...

Vamos lá. Boa intenção eu tinha. Botei minha (quase) única roupinha de ginástica, calcei meus tênis (presente de meu pai, de aniversário), botei o tic tac no cabelo e, fui, toda serelepe, pro meu primeiro dia na academia.

Loulou deu a maior força, mas já tinha me avisado: step avançado não é coisa para amadores, aline. Mas eu tava empolgada, gente. Eu queria fazer minha panturrilha funcionar.

Devidamente apresentada ao professor, e com todas as recomendações de "olha, é difícil mesmo, depois você vai pegando o ritmo", lá vou eu pegar o step. Oops, como assim dois? Não é subir e descer de um degrauzinho? Não, querida, isso é step avançado, tá pensando o que? É pular de um pro outro, dobrar no meio, fazer piruetas. ok.

E lá fui eu, aprendendo os passinhos. No começo estava ótimo, eu toda orgulhosa porque acompanhava a coreografia direitinho (anos e anos de rebolado). Mas quando eu começava a aprender um passo..... o professor mudava a coreografia, e todo mundo pulava, girava, abaixava, chutava, enquanto eu fazia tudo ao contrário. Imaginem.

Fast forward: 40 minutos depois eu estou parecendo um pimentão, sem ar, literalmente botando os bofes pra fora.

Mas no fim ganhei palavras de encorajamento de todo mundo, até de Gustavo Krause, que estava fazendo aula no step do meu lado e que parece ter um condicionamento físico bem melhor que o meu.

Será que amanhã eu levanto?
 

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A princesa do conto era uma vez.

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