Magic Talking Looking-Glass
Monday, April 23, 2007
 
"Celeste não conhecia seu marido de todo. Não o tendo amado em solteira, tendo-o aceito e recebido por esposo, mais pelo receio de não encontrar outro com a brevidade desejada, do que pela sua própria fortuna ou pelo conhecimento que de suas qualidades tivesse, dedicara-lhe somente a estima e amizade... esse reconhecimento de quem se vê satisfeito por lhe terem feito a vontade, Cavalcanti para ela era simplesmente um marido, isto é, o homem a quem tinha ligado a sua existência para garantia de seu futuro e para alívio de sua curiosidade feminina; mas não fora, nem era o marido, o esposo, isto é, o companheiro da sua vida, o escolhido do seu coração, o complemento da sua alma, o eu do seu eu, a realidade dos seus sonhos, finalmente a carne da sua carne, na frase pitoresco e expressiva do livro dos judeus."

Carneiro Vilela. A emparedada da rua Nova.
 
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A princesa do conto era uma vez.

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