Magic Talking Looking-Glass
Wednesday, August 30, 2006
 
hoje no rádio, uma música brega perguntava:

"À deux pas d'ici, j'habite, peut-être est-ce ailleurs ?
Je n'reconnais plus ma vie, parfois, je me fais peur
Je vis dans un monde qui n'existe pas
Sans toi, je ne suis plus tout à fait moi

(...)
Comment fait-on l'amour ? Si j'avais su
J'ai tout oublié quand tu m'as oublié."

Eu adoro músicas bregas.
 
Tuesday, August 29, 2006
 
há um tempão eu não ouvia Stevie Wonder:
- you and I
- lately
- if it´s magic
 
 
titie,

muito obrigada por TUDO. absolutamente TUDO.
pelo cuidado, pela paciência, pela compreensão, pelo respeito, pelo apoio, pelo encorajamento, por tirar onda da minha cara (como só vc pode).

obrigada por ter me ensinado que é sempre possível ser maior. sempre maior do que pensamos ser.

princess.
 
Monday, August 28, 2006
 
Miami Vice não foi tão ruim assim.

And what a strange night this has been.
 
Saturday, August 26, 2006
 
uma faxina geral é uma coisa muito perigosa. porque o passado nunca é estanque, e parece rir-se de nós. de repente você pode encontrar uma fita de veludo púrpura, que já serviu pra algo que hoje não existe mais.

e era pra ser só uma fita de veludo púrpura que já serviu pra algo que hoje não existe mais.
mas não é. é seu passado rindo.
 
Thursday, August 24, 2006
 
Quando a Veja chegou no fim de semana, meu pai disse que eu deveria ler a coluna de lya luft. soltei um indiferente "depois eu leio, papai", e voltei a fazer o que estava fazendo. ele insistiu. depois aceitou - coisa raríssima - o fato de que eu só leria o artigo quando quisesse, de que não me venceria pela insistência. (meu pai tem isso de achar que tudo tem que ser feito na hora que ele acha que deve ser feito).

passou a semana e eu não li o artigo.

hoje vi a revista, arrumadinha que estava, em cima da mesa de jantar.

e entendi porque meu pai queria que eu lesse o tal artigo: era o jeito dele de dizer que me amava assim mesmo como eu sou.

o artigo partia daquela idéia de a criança que fomos molda o adulto que somos. e tangencia a relação pais e filhos, a necessidade de compreensão do outro, os perigos da exigência de perfeição. vão lá ler. a mim, não importa muito o que lya luft falou, importa somente o que meu pai quis me dizer através das palavras dela.

ele, que passa por momentos tão difíceis. ele, que agora, estudando Direito, me procura para tirar dúvidas, perguntar opiniões, pedir ajuda. ele, com quem eu tanto tenho conversado, como talvez nunca tenha feito na vida. ele, que tem se esforçado para que eu me sinta acolhida, amada, protegida, que tenta me dizer que me ama também pelas minhas imperfeições, e pede que eu o ame pelas dele.

o que importa foi que, ao insistir para que eu lesse o danado do artigo, meu pai me dizia: "minha filha, você nunca precisou ser perfeita. você só precisa ser você, do jeito que você é, e como escolheu ser".
 
Wednesday, August 23, 2006
 
Qualquer caminho leva a toda a parte

Qualquer caminho leva a toda a parte
Qualquer caminho
Em qualquer ponto seu em dois se parte
E um leva a onde indica a estrada
Outro é sozinho.
Uma leva ao fim da mera estrada.
Pára
Onde acabou.
Outra é a abstracta margem
......
No inútil desfilar de sensações
Chamado a vida.
No cambalear coerente de visões
Do [...]

Ah! os caminhos estão todos em mim.
Qualquer distância ou direcção, ou fim
Pertence-me, sou eu.
O resto é a parte
De mim que chamo o mundo exterior.

Mas o caminho Deus eis se biparte
Em o que eu sou e o alheio a mim [...]

F. Pessoa.
 
Tuesday, August 22, 2006
 
Bem, façamos assim então. Tirei a opção dos comentários. Porque pelamordedeus, a pessoa se dá ao trabalho de:
a) entrar aqui;
b) ler o que está escrito;
c) escrever qualquer merda
(percebam como o processo é complexo)

e nem tem vergonha na cara pra assinar embaixo?

Ah, faça-me o favor. Nenhum respeito por anônimos.
Coisa de nerd mesmo. Get a LIFE, e vai ler alguma coisa que realmente te interesse (ler é bom e ajuda a tirar teia de aranha do cérebro!).

E quem tiver algo a comentar, pode fazer o que já fazem as pessoas que realmente importam: manda um email!

:)
 
 
Cada vez mais eu me impressiono com a quantidade de gente que se esconde da vida, que passa a vida toda se escondendo da verdade.

Comecei a perceber isso com minha avó. Depois que vovô morreu, ficou tudo insuportavelmente difícil pra ela. Então ela parou de ouvir música (porque, evidentemente, todas lembravam vovô). Parou de querer sair, sob o argumento de que não via mais graça em nada. Parou de se interessar pelas outras pessoas ao seu redor, porque nenhuma delas poderia entender a profundidade de sua perda.

Tudo bem que no caso de vovó é depressão mesmo. Ela agora até já está bem melhor. Mas tudo começou porque ela simplesmente não conseguia aceitar a perda in the first place. Não que ela estivesse errada... cada um vive como quer (como diz o título daquele filme com Jack Nicholson) ou como pode.

Mas aí eu comecei a observar os outros. Minha mãe. Certos amigos. Eu mesma. A gente vive se escondendo. Tem gente que vai pro cinema pra se esconder e se abster de encarar certos fatos de frente. Tem gente que vai pra festinhas. Tem gente que mergulha em teorias religiosas. Tem gente que faz ginástica 3 hs por dia. Tem gente que acompanha um bando de seriados inúteis na tv. Tem gente que lê compulsivamente. Tem gente que só consegue se comunicar pelo msn. Tem gente que estuda como se precisasse provar por mundo que é muito capaz e inteligente. Tem doido pra tudo.

E a única verdade é que nenhuma dessas coisas são, de fato, o que a gente busca. São só brinquedinhos que fazem a vida passar mais rápido, e de forma menos indolor. Brinquedinhos muitas vezes necessários, devo admitir, mas ainda assim perigosos. Perigosos porque nos isolam, perigosos porque se tornam máscaras, perigosos porque depois de pouco tempo se esvaziam.

A verdade, meus amigos, é que a vida está sempre no espaço entre pessoas. Esse lugar tão difícil e cheio de meandros.

E tudo isso me fez lembrar de um trecho muito específico de Tabacaria (poema que parece me acompanhar de maneira sobrenatural). Mas sabe o que eu acho mais lindo no poema? É que o autor resolve voltar atrás: ele vem se lamentando de suas fraquezas, de sua covardia ("Se eu casasse com a filha da minha lavadeira Talvez fosse feliz"), de suas circunstâncias, de seu desamparo, até que, em certos momentos, ele gira a chave e resolve se desdizer.

Eita, mas isso é tema pra outro dia.

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
 
Monday, August 21, 2006
 
três conversas (nem sempre imaginárias) entre seu ex marido e sua melhor amiga:

1)

- tô preocupada, ela tá triste.
- quando ela tá assim é porque precisa de presentes. dá um sapato novo pra ela.
- ela comprou uns dois pares ontem.
- e não funcionou? então é grave.
- vamos ter que apelar pro truque dos bichos de estimação hiper fofinhos.

2)

- olha, eu sei que você é a melhor amiga dela, mas se eu pudesse te dar um conselho seria o de usar sempre um colete a prova de balas.
- eu sempre olho pros lados antes de sentar do lado dela.
- é um desastre ambulante, a menina.

3)

- ela tá muito caseira.
- ela É caseira.
- hmpf... sei... até parece...
- é como dizer que ela é muito difícil...
- pior que é mesmo! mas espera ela querer pra tu ver... facinho facinho.

(se vc, leitor, não entendeu, é pq não era pra entender mesmo.)
 
Sunday, August 20, 2006
 
Descobri um poeta australiano chamado Alec Hope:


Parabola

Year after year the princess lies asleep
Until the hundred years foretold are done,
Easily drawing her enchanted breath.
Caught on the monstrous thorns around the keep,
Bones of the youths who sought her, one by one
Rot loose and rattle to the ground beneath.

But when the Destined Lover at last shall come,
For whom alone Fortune reserves the prize
The thorns give way; he mounts the cobwebbed stair
Unerring he finds the tower, the door, the room,
The bed where, waking at his kiss she lies
Smiling in the loose fragrance of her hair.

That night, embracing on the bed of state,
He ravishes her century of sleep
And she repays the debt of that long dream;
Future and Past compose their vast debate;
His seed now sown, her harvest ripe to reap
Enact a variation on the theme.

For in her womb another princess waits,
A sleeping cell, a globule of bright dew.
Jostling their way up that mysterious stair,
A horde of lovers bursts between the gates,
All doomed but one, the destined suitor, who
By luck first reaches her and takes her there.

A parable of all we are or do!
The life of Nature is a formal dance
In which each step is ruled by what has been
And yet the pattern emerges always new
The marriage of linked cause and random chance
Gives birth perpetually to the unforeseen.

One parable for the body and the mind:
With science and heredity to thank
The heart is quite predictable as a pump,
But, let love change its beat, the choice is blind.
'Now' is a cross-roads where all maps prove blank,
And no one knows which way the cat will jump.

So here stand I, by birth a cross between
Determined pattern and incredible chance,
Each with an equal share in what I am.
Though I should read the code stored in the gene,
Yet the blind lottery of circumstance
Mocks all solutions to its cryptogram.

As in my flesh, so in my spirit stand I
When does this hundred years draw to its close?
The hedge of thorns before me gives no clue.
My predecessor's carcass, shrunk and dry,
Stares at me through the spikes.
Oh well, here goes!
I have this thing, and only this, to do.

http://www.poemhunter.com/alec-derwent-hope/poet-6813/
 
Saturday, August 19, 2006
 
joe tá um dia tão bonito que eu quero trocar o "come on dress up my love, let´s go to the ballet" por "come one dress up my love, let´s go for a swim".
 
Friday, August 18, 2006
 
Quando Mariana nasceu, chegou logo mostrando que não ia fazer muitas concessões: tive que faltar na aula de dança para vê-la na maternidade.

Quando Mariana foi crescendo, me ensinou logo a lidar com a raiva (coisa que não aprendi muito bem): quebrou minha Barbie.

Quando Mariana passou da oitava série, me exigiu logo humildade: eu nunca seria tão brilhante quanto ela.

Quando Mariana fala, pergunta, ri, reclama, reprova, ela desperta em mim o desejo de ser/não ser: ninguém pode ser tão parecido e tão diferente de mim.

Quando Mariana tá longe, eu morro de saudade.

Quando Mariana voltar, vai me contar histórias incríveis, vai me falar de lugares que eu amo, de outros que nem conheço, e a gente vai passar dias grudadas, permutando roupas e brincando de fazer a outra de boneca.

E Mamãe vai olhar da porta, ver as duas dormindo, e não vai saber distinguir uma da outra.
 
 
Uma das histórias mais contundentes que ouvi, ao menos nos últimos meses - e partir de então ela esteve sempre presente, infiltrando-se por brechas na minha vida - é a parábola do "isso também passará".

Acho que todo mundo já ouviu em algum momento, mesmo que não se dê conta. Lembrei dela vagamente quando minha terapeuta mencionou dia desses a filosofia oriental da impermanência de todas as coisas. Muito bonito, claro, mas na prática a teoria é outra.

Então alguma coisa aconteceu e me deparei com "Gam zeh ya'avor". Descobri que a máxima "this too shall pass", que eu escutara tantas vezes, vem na realidade de uma historinha da tradição judaica sobre o rei Salomão.

Vou tentar resumir: Salomão, para dar uma lição de humildade num determinado ministro, manda-o à missão quixotesca de encontrar um anel mágico (calma, nada a ver com frodo), um anel com o poder de dar felicidade ao homem infeliz que o olhasse, e infelicidade ao homem venturoso. O pobre do ministro vai aos confins e, claro, nada do anel. Até que ele chega a um ancião, pergunta-lhe se conhece tal anel, explica de sua necessidade de levar o artefato ao Rei Salomão, e o velhinho, que era um ourives, diz que pode ajudá-lo. Pega um simples anel de ouro (como uma aliança de casamento), e nele grava uma frase.

O ministro, que já andava devendo ao Rei o tal anel há um tempão, corre parar entregar o presente a seu senhor.

O Rei Salomão, poderoso que só ele, apaga o sorriso de satisfação do rosto ao examinar a aliança(consideremos que ele acreditava estar ensinando humildade ao ministro, que mandara em missão impossível). No anel estava escrito "Gam zeh ya'avor": isso também passará.

This too shall pass. This. That. Except for... well... you know damn well, alec.
 
Sunday, August 13, 2006
 
da série "o youtube salva a minha vida", #1.

http://www.youtube.com/watch?v=ZYOQ9WQUkME
 
Saturday, August 12, 2006
 
e agora eu sou, oficialmente, uma pessoa muito alérgica.

é foda. nunca na vida tive nem uma minicrise de asma, e há seis meses eu tenho episódios alérgicos. dormia com meus gatos persas e nunca nem espirrei.

deve ser a revanche de andré (né?).

opções:

a) alergia a trabalho chato;
b) alergia a farrinhas com luciana (Deus, não, por favor que não seja isso!);
c) alergia a gente chata (o mais provável).

o pior é que eu ainda vou ser obrigada a me matricular em uma academia. xô vida sedentária. vou ter saudades.
 
Thursday, August 10, 2006
 
Não fui trabalhar hoje. Minha garganta me matava.

E fiz então a única coisa que se deve fazer quando a alegria dá as costas a você: eu chorei pra cacete. Lembrei de um tempo (não faz muito tempo) em que eu podia andar pela vida sem me arrastar nos nós amarrados nas minhas pernas, em que eu podia me permitir acreditar. Eu apostava na vida, porque sabia que, de um jeito ou de outro, eu não podia perder.

Agora não. Agora eu me desiludo. Agora eu penso que sempre fui boba, que sempre procurei conservar uma pureza em mim que não tem lugar no mundo, que já saiu de moda.

E esse luto me fez lembrar um poeminha que alguém me escreveu... há tanto tempo que parece que foi em outra vida. Foi quando eu ainda era criança, e éramos inocentes aos olhos do mundo. Não sei por onde anda esse poeta, nunca mais ouvi falar dele, vai ver até já morreu. Queria que ele soubesse o quanto ele foi importante pra mim. Ele que me fez tão linda, como eu sempre quis ser, como um dia eu fui.

E foi tudo isso, e muito mais, o que se perdeu. E o poema tinha um trechinho que dizia assim:

"mas no giro de noite & dia o sossego
não vem; e não passa tampouco
aquilo que na noite é medo
aquilo que na noite é pouco
aquilo que na noite é o simples
não estar do meu amor.
não passa, enfim, minha dor;
não passa, enfim, meu amor
no caminho de pedras roídas
na areia vermelha do deserto
nas doídas investidas
nunca sequer tentadas. e é certo:
meu amor não passa na estrada
que leva ao umbral da porta
onde pus o meu futuro.
não ultrapassa aquele muro
de vento, de tempestade, escuro
sob a lua que míngua, enlutada.
e pela rua em que sangra, agoniza,
um projeto de eternidade
e um cinto de castidade,
me apanho, curvado, colhendo seixos
vermelhos, azuis, amarelos, e os deixo
pelo labirinto do sonho, onde os largo
atrás, para a viagem de regresso."

Se um dia eu o encontrasse, e ele lembrasse de quem eu fui, pediria que me escondesse: a minha viagem de regresso é por certo mais longa, e eu nunca poderia chegar do mesmo jeito que parti.
 
 
"- São as nossas escolhas, Harry, que mostram o que realmente somos, bem mais do que nossas habilidades." (Alvo Dumbledore, em Harry Potter e a Câmara Secreta, de J.K. Rowling).
 
Tuesday, August 08, 2006
 
Loulou é mon amour, Loulou é minha musa, Loulou é minha irmã.

Loulou sabe exatamente qual fora me dar pra me deixar tranquila. Loulou tem um jeito bem peculiar de dizer "é" (assim, toda blasé, como se pouco importasse qualquer eventual resposta). Loulou me tira da deprê toda vez. Loulou me deixa na deprê sempre que compra roupas novas, todas impecáveis. Loulou é minha Angelina.

Loulou me coloca como dependente dela em clínica chique de estética, pra eu tomar massagem e banho de ofurô. Loulou me dá touca de banho da hello kitty, e nunca me deixa sozinha em festas. Loulou me odeia, me ama e quer engravidar na mesma época que eu. Loulou e eu vamos ficar velhinhas nos acabando de rir das confusões em que a gente se mete.

Toda vez que a minha vida fica muito ruim, e me sinto perdida, eu lembro de minhas famílias. Das duas. E lembro que Loulou me abraça de vez em quando e diz "olha, se tudo der errado, mas muito errado mesmo, que o mundo se foda: nós sempre vamos estar lá".

E se eu fiz uma coisa boa na vida, ainda que uma só, foi ligar pra ela numa manhã de fevereiro pedindo perdão.
 
Friday, August 04, 2006
 
- Unicórnios existem?

Putz. O espelho não esperava que alguém viesse com uma pergunta tão difícil. Como é que se responde um negócio desses?

A verdade é que os unicórnios existem sim, mas ninguém sabe disso porque eles dão muito trabalho. Sabe como é, a coisa toda de ser uma figura mitológica... muito mais prático ter um pônei mesmo. É até bonitinho, e dá pra criar no quintal de casa. O unicórnio não dá pra domesticar não, ninguém pode querer achar um e levar pro conforto de casa, brincar com as crianças, andar no parque sábado de manhã, esse tipo de coisa.

Então pra que diabos o espelho responderia que eles existem? Pra alguém ir lá, admirá-lo de longe e chorar porque não pode tê-lo? Crueldade. Os seres humanos são criaturas estranhas demais pra um unicórnio. Saber que eles existem, ver um, e depois ter que abandoná-lo é, sim, crueldade, e depois... as coisas sempre têm que ter uma solução prática. Os seres humanos são todos higienicamente pragmáticos.

- Nope. São só figuras bonitas em livros e tapeçarias medievais. Keep your pretty pony.
 

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A princesa do conto era uma vez.

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