Magic Talking Looking-Glass
Tuesday, April 03, 2007
 
No pain...

Vamos lá. Boa intenção eu tinha. Botei minha (quase) única roupinha de ginástica, calcei meus tênis (presente de meu pai, de aniversário), botei o tic tac no cabelo e, fui, toda serelepe, pro meu primeiro dia na academia.

Loulou deu a maior força, mas já tinha me avisado: step avançado não é coisa para amadores, aline. Mas eu tava empolgada, gente. Eu queria fazer minha panturrilha funcionar.

Devidamente apresentada ao professor, e com todas as recomendações de "olha, é difícil mesmo, depois você vai pegando o ritmo", lá vou eu pegar o step. Oops, como assim dois? Não é subir e descer de um degrauzinho? Não, querida, isso é step avançado, tá pensando o que? É pular de um pro outro, dobrar no meio, fazer piruetas. ok.

E lá fui eu, aprendendo os passinhos. No começo estava ótimo, eu toda orgulhosa porque acompanhava a coreografia direitinho (anos e anos de rebolado). Mas quando eu começava a aprender um passo..... o professor mudava a coreografia, e todo mundo pulava, girava, abaixava, chutava, enquanto eu fazia tudo ao contrário. Imaginem.

Fast forward: 40 minutos depois eu estou parecendo um pimentão, sem ar, literalmente botando os bofes pra fora.

Mas no fim ganhei palavras de encorajamento de todo mundo, até de Gustavo Krause, que estava fazendo aula no step do meu lado e que parece ter um condicionamento físico bem melhor que o meu.

Será que amanhã eu levanto?
 
Comments:
Aline, meus parábens. É sério.

Eu, ocioso, fumante inveterado (embora adepto hoje de uma alimentação mais regrada, por circunstâncias óbvias)acho o máximo a seguinte passagem sobre Antonio Maria e Vinicius, duas lendas da Boêmia de todos os tempos.

Joaquim Ferrreira dos Santos relatou, no breve perfil que traçou sobre o schollar pernambucano:

"Uma vez, lá pelas seis da manhã, depois de cumprir um desses roteiros (Copacabana Palace, Au Bon Gourmet, Sacha´s e etc etc) Maria saía da última boate com Vinicius de Moraes, quando cruzaram com um grupo de homens em idade avançada fazendo ginástica na praia. Julgaram a cena lamentável.

Os movimentos, para quem balançava na água do uísque noturno, pareciam ridículos. Os calções, pateticamente coloridos. O professor, barrigudo." (kkkkkk, essa parte é demais)

" - Vamos fazer um pacto - sugeriu Maria, em tom grave. - Juramos neste momento que jamais participaremos de uma calhordice como a desses sujeitos. Jamais faremos qualquer esforço físico desnecessário. Topa?"

Desde então, nunca mais consegui correr ou andar em nossa gloriosa Jaqueira ou Av. Boa Viagem... Vou estendendo meu abuso a esteiras e bicicletas. E a este apetrecho, especialmente, dedico uma ojeriza talibã.

Que Deus tenha piedade das minhas coronárias... E guarde para sempre Vinicius e Antonio Maria.
 
ah, arsenio, mas o tempo é impiedoso...
 
Confere demais, Aline.

O tempo é danado, e algumas vezes desnecessário até invocarmos sua presença.

Não é à toa que "para onde vamos é sempre ontem".
 
o ruim não é fazer exercícios... o ruim é fazer exercícios em academia.... aquele ambiente claustrofóbico, aquela inhaca de suor, aquela música débil mental, aquele papo BBB... francamente. e ainda ter que tolerar, como "colega" de academia, figuras ignóbeis como krause, aí lascou de vez...!

sugiro natacao, remo, bike ou esportes coletivos! são mais saudáveis, inclusive socialmente. =)
 
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A princesa do conto era uma vez.

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