BabelTalvez porque Amores Perros tenha tido sobre mim um impacto tão grande (ainda hoje me emociona), confesso que fiquei um pouquinho decepcionada. Não tem como não comparar o Amores Perros, o 21 gramas e o Babel: se o diretor usa as mesmas premissas,
the apple doesn´t fall far from the tree.
Vou além: impossível deixar de perceber o espírito Antonioni-wannabe (v. trilogia da incomunicabilidade), que, se de um lado deixa Babel muito mais bonito e forte, de outro lhe retira qualquer conteúdo poético. Ninguém faz um "A Noite" de novo.
Mas deve-se reconhecer que é um filme muitíssimo bem executado, e em alguns momentos deixou minha garganta apertada. É impossível não empatizar com todos os personagens.
Cate Blanchett continua sendo a mulher mais linda e chique sobre a face da terra, e Gael quase me convence a aprender espanhol.
E, de brinde, ainda ouvi "Tu me acostumbraste", de forma especialmente marcante, porque subitamente cortada em seu verso mais duro: "
al ver que me olvidaste".
Queria que no próximo filme esse Iñárritu, talentoso que é, se reinventasse.