Do baú... eu tinha até esquecido que já tinha escrito isso. Ainda bem que alguém lembrou.
Eu que me atropelo
Que me desconserto
Que me desoriento
O que sou, senão o que sei que não sou?
O que me desconhece? O que me desacorda?
Os outros não sabem o que são
Porque não desconstróem o que foram
E não sabem o que vão ser.
Eu, que não quero o que não me pertence
Que quero o que pertence ao mundo
Que me perco no mundo de minhas dúvidas
O que não sou, senão o que quero ser?