Disse-me dura, senhor
(bicho do mato)
forte, rápida
uma porta fechada
uma boca muda.
Não sabe que eu
sempre soube ser doce
um sorriso aberto
um peito largo,
uma esperança transbordante
um bichinho selvagem de colo.
Mas é que só eu entendo
hoje
a especial tristeza,
a desastrosa fatalidade,
daqueles animais
deixados atropelados pelo caminho.