
dia 07/12.
Só hoje eu me dei conta de que já chegou dezembro. Novamente. Outro dezembro. Pela primeira vez em muitos anos, não armei a árvore de natal no dia 01/12. Simplesmente passou em branco, e eu nem sei por quê. Demorou tanto, esse ano, parecia que nunca iria se acabar. Foi um ano de gotinhas, passinhos e outros diminutivos.
No ano passado, eu fiz uma árvore linda no antigo apartamento. Compramos, Daniel e eu, e fiz vários arranjos de flores secas. Ficou linda, toda cor-de-rosa e dourada.
Esse ano eu armei a minha árvore na casa dos meus pais. A minha, note bem, e não a deles. E fiz um mix nos arranjos: alguns aqui de casa, outros aproveitados da onda cor-de-rosa e dourada do ano passado. Uns pontinhos de vermelho.
Apesar de tudo, foi um ano foda de bom. Bom não; foi um ano importante. Essencial. Tanta coisa eu aprendi que acho difícil vir a acontecer, na minha vida, outro ano tão complexo, com tantas lições de humildade, auto-conhecimento e humanidade, todas tão difíceis de perceber e aceitar. Armando a árvore e arrumando junto com Mari as fitinhas e as estrelas douradas, eu me senti profundamente grata. A Deus, ao mundo, ao universo, ao passado presente futuro, a Mari, a Loulou, a você. E a mim mesma.
E aí eu percebi que eu já tinha ganho meu presente de aniversário pro ano novo: eu encontrei a paz. Ela estava debaixo do meu nariz, como o avozinho de que fala Quintana.