Volver. Que coisa boa é ver Almodovar voltando ao seu território preferido: o universo feminino. Pouquíssimos cineastas compreendem tão bem as sutilezas e as peculiaridades das relações entre as mulheres. Não é fácil fazer um filme sobre mulheres. Uma coisa é botar um monte de mulher no roteiro, traçar algum caminho pseudosentimentalóide e fingir que está entrando nos dilemas hormono-materno-menstruais. Outra coisa bem diferente é o que Almodovar faz: a diferença talvez esteja na candura.