A noiva estava de preto. Nunca tinha visto este filme; aliás, há somente uns poucos anos conheci Truffaut. Bem, tendo a comparar todos os seus filmes a “O homem que amava as mulheres”, meu favorito. Acho que o que chegou mais perto foi “A noite americana”, mas ainda assim...
Então. A noiva estava de preto. Acho que o que mais me chamou a atenção neste filme foram as semelhanças a Kill Bill (é sempre bom brincar de iconoclasta). Claro que o filme de Tarantino tem Uma Thurman kicking ass, e tem uma vibração juvenil única. Mas gosto, nos dois filmes, da idéia da mulher vingadora de coração partido. Ambas as heroínas têm uma moral muito própria, agem não de modo cego pela raiva; têm método (as cadernetas...), são disciplinadas, e se alimentam da raiva.
A de Truffaut alterna o branco e o preto, como se não soubesse bem se pertence ao mundo do luto ou da vida. A de Tarantino fixou a imagem do amarelo ouro, como se celebrasse a força, antes de qualquer coisa.
Ah, uma mulher magoada e com raiva é sempre uma heroína. Nos livros, nos filmes, no shopping.