"- Não sei se é amor o que sinto por Fukuda. Mas nunca na vida dependi tanto de alguém como dependo dele. A verdade é que ele pode fazer comigo o que bem entender.Não dizia isso com a alegria ou a euforia de alguém, como o Trujimán, que descobriu o amor-paixão. Antes, estava alarmada, espantada de que acontecesse uma coisa dessas com uma pessoa como ela, que se considerava acima de tais fraquezas. Em seus olhos cor de mel escuro havia algo de angustiado. - Bem, se ele pode fazer como você o que bem entender, é porque está apaixonada, finalmente. Espero que o tal Fukuda faça você sofrer do mesmo jeito que você me faz, há tantos anos, mulher glacial...Senti que segurava minha mão e a apertava.- Não é amor, juro. Não sei o que é, mas isso não pode ser amor. Uma doença, ou melhor, um vício. Isso é Fukuda para mim. "Mario Vargas Llosa. Travessuras da Menina Má.