Fui hoje comprar um presente para o casamento de meu ex marido. Rodei a loja um tempão, tentando encontrar algo que, ao mesmo tempo, dissesse o quanto de alegria eu desejo para sua nova vida e o quanto lhe sou grata pelo seu apoio incondicional.
André me ensinou que a amizade verdadeira (que é amor, no fim das contas), não precisa de um bando de coisas; só precisa de doação. Que erros podem ser reparados. Quer é possível perdoar, e, assim, curar dores terríveis. Que o rio da vida sempre continua.
Nesse meu ano tão atribulado, André me deu ombro nos momentos mais difíceis. Quando me desesperei, ele mostrou que eu não precisava me sentir desamparada. Quando tive medo, ele me fez rir para espantar os demônios. Quando eu fui vítima de maledicência, ele me defendeu.
Gosto de pensar que pouca gente no mundo consegue ter o que temos, depois de um divórcio. O respeito que construímos depois que nos refizemos. As "piadas internas" que mantemos. Fico muito feliz que ele tenha encontrado alguém como Fátima, que o faz enxergar o futuro sempre com olhos otimistas. E não digo isso pra parecer boazinha não, que eu nem carrego essa fama, nem dela preciso. Estou mesmo, genuinamente, feliz por ele ter encontrado seu caminho. Desejo aos dois toda a sorte que houver nessa vida. Encontrar um amor é muito difícil, e quando acontece... bem... quando acontece nunca mais a vida é a mesma.
Acabei escolhendo um presentinho bobo, mas alegre. Tão alegre quanto desejo que a vida seja: para Fátima e André, para os bebês, e para mim também; por que não?