Hoje começa o Rosh Hashanah, que é o ano novo judaico. Vai até domingo.
Quem me conhece bem sabe que eu tenho uma quedinha pela cultura e pelas tradições judaicas. Acho bonito, e me parece, em muita coisa, mais verdadeiro que as idiossincrasias católicas/cristãs. Tem um misticismo legal, convida à auto-reflexão, é bastante poético. Acho que fui judia em outra reencarnação (vejam, por exemplo, como sou dramática e exagerada!!).
O fato é que eu gosto muito do conceito do Rosh Hashanah. A coisa do começar do zero, de pedir perdão (e segundo meu amigo Paulo, não basta rezar, tem que pedir perdão DE FATO às pessoas a quem se fez mal), da vontade de se lavar do velho e incorporar o novo, é linda. Combina com minha filosofia de vida.
Tem que comer maçã com mel (um simbolismo maravilhoso - depois explico a quem quiser saber) pra trazer um ano novo bom, e doce, e farto, e novo mesmo. Depois tem que passar os próximos dez dias nessa busca instrospectiva de renovação, verificar os erros, pedir perdão, buscar os equilíbrios necessários. E jejuar por 24 horas no fim desse período. Pronto.
O resto, o Universo ajuda. Acredito piamente nesses rituais de transformação; se não for pelo aspecto religioso, a psicologia tem ampla ciência sobre a importância de rituais de passagem para o ser humano.
Acho que sem magia, sem coisas que a gente não entende muito bem, o mundo é muito sem gracinha. Não vale a dor. Magic is all around. Aliás, love is all around porque amor é, essencialmente, magia. Mas isso já são outros dedos de prosa.
Pra quem quiser, tem uma explicação legal sobre o Hosh Hashanah aqui:
http://www.chabad.org/holidays/JewishNewYear/template.asp?AID=4762É isso. Shaná Tová. E vão lá acreditar em bruxas. Que las hay, las hay.