Magic Talking Looking-Glass
Sunday, September 24, 2006
 
Em um momento de extrema confusão mental e grave distúrbio de minhas completas faculdades racionais, cometi a loucura de me inscrever para o concurso da Prefeitura de Vitória de Santo Antão. Deve ter sido um desses episódios neurastênicos causados por épocas de dura provação.

O fato é que me inscrevi, meus amigos.

Não sabia se deveria me dar ao trabalho de fazer a prova. Sabem como é, ir até lá num domingo, passar a tarde fazendo prova, gastar neurônio, e tudo isso sabendo das mínimas chances de sucesso. E o salário, ainda por cima, é ruim de doer. Por que diabos então me inscrevi, vocês hão de perguntar, e só posso responder o que escrevi aí em cima, no primeiro parágrafo.

Mas meu pai jogou o papo do "Nim, a gente vai, almoça por lá, vai ser bom". Como a prova era só objetiva, e não tinha nada pra fazer mesmo, eu concordei. Pegamos a estrada. Chegando lá, depois de localizarmos a escola, o próximo passo foi achar um lugar decente pra comer. E vocês não imaginam a dificuldade! Ou o lugar estava fechado, ou era uma budega horrorosa. Papai então teve a brilhante idéia de pedir indicação a um local, que fez propaganda de um restaurante muito "família", ali no centro. Juro que ouvimos o cara dizendo que o nome era "sharp". E lá fomos nós, no meio do trânsito CAÓTICO de Vitória - sim, além dos carros e kombis, você tem que desviar de centenas de motos, bicicletas, cavalos e carrinhos de mão.

Achamos, depois de muito, o famoso restaurante "sharp", que na verdade se chama Chaplin. Estava mega lotado. Como o concurso contemplou vagas para todos os níveis de escolaridade imaginados, a cidade estava em polvorosa. Gente por tudo o que é lado. Arrajamos uma mesinha (suja, por sinal, e grudenta), sentamos e pedimos guaraná e coca-cola, além de, claro, um galeto, que só chegou depois de 50 minutos, e que custou algo em torno de 25 reais.

Comemos com pressa e voltamos correndo pro local de provas. Gastei uma hora pra terminar. Saí irritada, com calor. Tomei um picolé de limão. Papai ficou lendo na praça, esperando.

E amanhã começa tudo de novo.

Eu mereço, pessoal. Mereço mesmo. Vou direto pro céu.
 
Comments:
quem vai pro céu sou eu. passei quatorze horas e meia trabalhando! cheguei no jornal de 8h da manhã e saí às 22h30. e foi num domingo! e eu não ganhei um centavo a mais por isso! e vou ter que trabalhar amanhã de manhã de novo!
 
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